De vendedor a dono do próprio negócio: franquia home-based leva consultoria comercial para pequenas e médias empresas do país

Com plataforma própria e inteligência artificial, a The Wolves Company quer chegar a 100 franqueados ativos até o fim de 2027. Empresa curitibana já atendeu mais de 1000 clientes e agora lança projeto nacional de expansão de franquia.

Todo empresário de pequena e média empresa conhece o problema: as vendas acontecem, mas ninguém consegue explicar por que um mês foi bom e o outro não. Foi para organizar essa área que a The Wolves Company, consultoria de vendas B2B de Curitiba (PR), nasceu em 2022. Agora, a empresa transforma o próprio método em franquia e abre espaço para profissionais de vendas que querem empreender sem montar escritório.

O formato escolhido é o home-based, em que o franqueado trabalha de casa. É um segmento que cresce no país: segundo levantamento da Associação Brasileira de Franchising (ABF), as microfranquias já reúnem cerca de 21 mil operações no Brasil. A rede da The Wolves começou com três unidades em funcionamento.

O perfil de quem entra

A rede busca profissionais com trajetória comercial que ainda não têm estrutura para atuar como consultores independentes.

É o caso de Jerônimo Amelunge, que opera a unidade de Canoas (RS). "Eu sabia vender, mas vender consultoria exige outra coisa: método, credibilidade e ferramenta. Sozinho, levaria anos para construir isso", diz. "Na rede, entro na reunião com o empresário já sabendo por onde começar. O diagnóstico mostra onde a empresa está perdendo venda, e a partir dali a conversa muda de nível."

O franqueado inicia como Franqueado Consultor. Quando a carteira de clientes se consolida, pode migrar para o estágio de Franqueado Gestor, com escritório e equipe própria. Marketing central, atendimento pós-venda e tecnologia ficam com a franqueadora.

Método testado antes de virar franquia

Antes de franquear, a empresa validou o modelo na operação própria. Desde a fundação, atendeu mais de mil empresas e hoje tem 17 consultores. A receita bruta passou de R$ 461 mil em 2024 para R$ 2,7 milhões em 2025.

"Quem compra uma franquia está comprando um caminho que alguém já percorreu. Por isso não abrimos a rede no primeiro ano. Primeiro provamos que o método funciona aqui, com cliente real e resultado medido", afirma Leonardo Beling, CEO da The Wolves Company.

O trabalho com cada cliente dura 12 meses e segue 28 etapas, do diagnóstico da área comercial à implantação de processos e à aceleração de resultados.

Inteligência artificial a serviço do consultor

A operação roda no Wolves OS, plataforma desenvolvida pela empresa. O sistema concentra CRM, diagnóstico, metas, indicadores, contratos, avaliação comportamental, trilhas de capacitação e um agente de inteligência artificial para atendimento via WhatsApp.

"A tecnologia não substitui o consultor. Ela tira dele o trabalho repetitivo para que sobre tempo para o que só uma pessoa faz bem: entender o dono da empresa e conduzir a mudança", explica Beling. "E garante que o cliente em Canoas receba a mesma entrega que o cliente em Curitiba."

Leonardo Beling, fundador e CEO da The Wolves Company.


Próximos passos

A expansão seguirá por ondas, começando por Curitiba, Belo Horizonte e São Paulo, praças definidas a partir de dados do IBGE sobre concentração de pequenas e médias empresas. Cada candidato passa por avaliação de perfil comercial, capacidade financeira e alinhamento cultural.

"Crescer rápido é fácil. Difícil é crescer com franqueado ganhando dinheiro. A meta de cem unidades só faz sentido se cada uma delas for sustentável", conclui o CEO.


Sobre a The Wolves Company

Fundada em 2022 em Curitiba (PR), a The Wolves Company estrutura a área comercial de pequenas e médias empresas B2B, com método e plataforma próprios. Em 2026, iniciou a expansão por franquias. Mais informações: thewolvescompany.com.br

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